domingo, 24 de agosto de 2014

2,5 MILHÕES DE FUNCIONÁRIOS PODEM CRUZAR OS BRAÇOS EM SÃO PAULO

Prefeito de São PauloFernando Haddad, tem uma nova dor de cabeça: está em evidência nas mídias sociais uma possível greve.

Em face da sinalização da paralisação, por parte dos Agentes comunitários de saúde (ACS) de São Paulo, a Coordenação Nacional da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde estabeleceu contato com a gestão paulista por meio do site seu site, twitter e Facebook, além dos e-mails oficiais enviados as secretarias: Secretaria Municipal de Saúde,  Vice-Prefeita da Cidade de São Paulo,  Secretaria Municipal de Relações Governamentais, Controladoria Geral do Município, Secretaria Executiva de Comunicação, Secretaria do Governo Municipal e ao próprio Prefeito da Cidade de São Paulo, advertindo sobre os possíveis prejuízos a que a população paulista será submetida com a paralisação da categoria. Foi comentado também sobre as repercussões políticas e efeitos irreparáveis causados ao legado do prefeito de São PauloFernando Haddad (PT/SP), inclusive prejudicando a campanha de Padilha, ao governo paulista.

Agentes comunitários paulistas reivindicam 19% de reajuste salarial; Um verdadeiro exército formado por 10.000 funcionários, que laboram atendendo 2,5 milhões de pessoas em São Paulo.Os agentes de São Paulo devem cruzar os braços por 24 horas, no próximo dia 27/08, quarta-feira. A decisão veio após uma assembleia, realizada  no último sábado (16). Os ACS's rejeitaram o reajuste de 5,8% oferecido pelo sindicato patronal e decidiram pela paralisação.

Informações do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado de São Paulo (Sindicomunitário), divulgadas pela imprensa, informam sobre a reivindicação de um aumento de 19%.  A categoria também tem se queixado da prática de assédio moral e do desvio de função, situações abomináveis e que são vivenciadas pelos agentes comunitários em diversas cidades brasileiras, principalmente quando a gestão não cumpre a lei 11.350/2006, que determina a efetivação da categoria, tornando-a objeto de manipulação em período eleitorais.
Em termos salariais, a estimativa é de que o reajuste do salário-base na capital passe dos atuais R$ 1.100,00 para R$ 1.300,00.

Na capital paulista a remuneração dos agentes comunitários é feita com a utilização de intermediadores, ou seja, pelas denominadas organizações sociais de saúde, entidades sem fins lucrativos que têm contrato de prestação de serviço com a prefeitura. Portanto, uma prática vergonhosa que fere a legalidade, conforme a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem denunciado em suas redes sociais. Tais práticas, além de causar prejuízos aos direitos dos trabalhadores e aberto portas para os desvios de elevadas somas de recursos públicos, também tem prejudicado a qualidade dos serviços prestados a mais de 2,5 milhões de pessoas, principalmente nas regiões periféricas de São Paulo.

A agenda da paralisação informa que os agentes comunitários de saúde farão uma caminhada de aproximadamente 3 quilômetros, até a sede do Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo. A concentração está programada para as 10 horas no vão livre do MASP.

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