Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem uma nova dor de cabeça: está em evidência nas mídias sociais uma possível greve.
Agentes comunitários paulistas reivindicam 19% de reajuste salarial; Um verdadeiro exército formado por 10.000 funcionários, que laboram atendendo 2,5 milhões de pessoas em São Paulo.Os agentes de São Paulo devem cruzar os braços por 24 horas, no próximo dia 27/08, quarta-feira. A decisão veio após uma assembleia, realizada no último sábado (16). Os ACS's rejeitaram o reajuste de 5,8% oferecido pelo sindicato patronal e decidiram pela paralisação.
Informações do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado de São Paulo (Sindicomunitário), divulgadas pela imprensa, informam sobre a reivindicação de um aumento de 19%. A categoria também tem se queixado da prática de assédio moral e do desvio de função, situações abomináveis e que são vivenciadas pelos agentes comunitários em diversas cidades brasileiras, principalmente quando a gestão não cumpre a lei 11.350/2006, que determina a efetivação da categoria, tornando-a objeto de manipulação em período eleitorais.
Em termos salariais, a estimativa é de que o reajuste do salário-base na capital passe dos atuais R$ 1.100,00 para R$ 1.300,00.
Na capital paulista a remuneração dos agentes comunitários é feita com a utilização de intermediadores, ou seja, pelas denominadas organizações sociais de saúde, entidades sem fins lucrativos que têm contrato de prestação de serviço com a prefeitura. Portanto, uma prática vergonhosa que fere a legalidade, conforme a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem denunciado em suas redes sociais. Tais práticas, além de causar prejuízos aos direitos dos trabalhadores e aberto portas para os desvios de elevadas somas de recursos públicos, também tem prejudicado a qualidade dos serviços prestados a mais de 2,5 milhões de pessoas, principalmente nas regiões periféricas de São Paulo.
A agenda da paralisação informa que os agentes comunitários de saúde farão uma caminhada de aproximadamente 3 quilômetros, até a sede do Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo. A concentração está programada para as 10 horas no vão livre do MASP.
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