Já algum tempo, venho desejando escrever sobre as atividades desenvolvidas pelo agente comunitário de saúde, vista pela ótica do trabalhador. Em resposta a uma pergunta que é feita quase sempre a esse profissional, " o que você faz mesmo?" dada a insistência e a repetição desta pergunta vem uma afirmação nada feliz " vocês não fazem nada!".
Há vinte anos atrás era feito uma seleção para essa atividade, tendo por base a disponibilidade da pessoa, local de residência, escolaridade 4º do ensino fundamental, prova de conhecimento geral e entrevista com psicologo.Os selecionados participava de um período de capacitação teórico/pratico intercalando sala de aula e micro ária designada. Sempre cercados de monitores e coordenadores capaz, não devemos nada em matéria de conhecimento a sociedade, em geral somos os trabalhadores mais versátil da saúde e educação.
Hoje tudo isso é validado por um concurso público, para maiores de 18 anos com o ensino médio completo ou mais que além das já sitadas qualificações tem uma prova de aptidão física em nosso município. O nosso papel principal é o " forte elo" com a comunidade e o sistema governamental como um todo. Atavés dos nossos serviços é possível fazer diagnósticos precisos e intervenções cirugícas em qualquer nível da sociedade. Essa ficha "A" é o primeiro instrumento usado pelo acs, quando está em sua micro ária.
A finalidade dela é cadastra as famílias e estabelece o minimo de conhecimento territorial para ele se locomover dentro perímetro estabelecido. Geralmente porta a logo marca do município, para quem está destinado as informações SIAB, o endereço da pessoa cadastrada, número da casa, bairro, CEP, UF, matricula do município, matricula do segmento, matricula da ária, matricula da micro ária, matricula da família, inscrição do Nis, data que foi realizada o cadastro e ano.
Também é destinado um espaço para identificar as pessoas por faixa etária maior de 15 anos e menor de 15 anos, idade, sexo, se é alfabetizado, ocupação, doenças e condições referidas. Continuando a investigação da situação da moradia e saneamento, nos temos o tipo de casa, destino do lixo, tratamento da água no domicilio, abastecimento de água, destino de fezes e urina. Outras informações são necessárias como em caso de doença quais providencias são tomadas pela família se público ou particular, quais meios de comunicação é usado, meio de transporte se público ou particular, quais atividades comunitárias participa.
Depois da informatização das unidades básicas de saúde e a implementação dos programas do hiper/DIA, hanseníase, gestantes, álcool e drogas, tuberculose, distúrbio mental e outros. Também surgiu uma outra ficha contendo dados mais pessoas como documentos pessoais, onde podemos saber o grau de parentesco das pessoas com precisão exemplo pai/mãe, filho/filha e agregados etc. Uma coisa deve ser dita, a maioria dessas informações podem ser facilmente verificadas pois elas estão gravadas na mente do agente de saúde.
Sem que ele pegue neste cadastro, consegue dizer onde está a gestante de risco, o hipertenso descompressado, a criança com baixo peso, se teve óbito em sua micro ária e a faixa etária. Somos um arquivo ambulante.
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