sábado, 29 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES POPULARES PROVOCA QUEDA NA POPULARIDADE DA PRESIDENTA DIZ DATAFOLHA

Após três semanas de manifestações, a taxa de intenção de votos da presidente Dilma Rousseff caiu até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, Dilma é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida presidencial e a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.


Na pesquisa, que foi finalizada ontem, a avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas. Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

Opinião

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) afirmou que a presidente Dilma Rousseff está "calma" em relação à queda na sua popularidade detectada pela pesquisa Datafolha publicada hoje pela Folha.

"Reconhecemos que houve uma mudança", disse Bernardo. "Reconheço que há problemas, mas vamos continuar trabalhando para reverter [a queda]".


Ele defende que o governo "colocou uma agenda para o país", referindo-se aos cinco "pactos" propostos por Dilma a governadores e prefeitos. Sobre o plebiscito apontando os itens que o Congresso deveria analisar em uma reforma política, Bernardo diz que (isto) é necessário devido à "magnitude" das manifestações.

Avaliação


A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.
Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.
Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.

O Datafolha ouviu, em dois dias, 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.

Por: Folha de São Paulo
com adaptação






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