Dando continuidade a uma programação aprovada em Assembleia,
o Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), promove (29/04 e 30) mais uma paralisação de
advertência, desta vez de 48 horas, na tentativa de sensibilizar o prefeito
municipal, Júlio Lossio, para várias reivindicações da categoria.
Na última manifestação dos servidores em frente à
prefeitura, o chefe do executivo municipal, disse que no seu primeiro ano de
governo, como marinheiro de primeira viagem, ele até se tremia quando o
sindicato puxava uma paralisação, mas agora ele entende que o movimento
sindical precisa na verdade é amadurecer, pois se utiliza de procedimentos da
época da ditadura.
Talvez a direção do sindicato precise fazer uma análise de
suas estratégias de luta, pois quando um determinado tipo de remédio não faz
mais efeito num tratamento, é preciso
uma dose mais forte ou então muda-se a fórmula. As declarações do prefeito
demonstraram que, pelo menos para ele, os atuais meios utilizados pelos
sindicatos são inócuos, em outras palavras, diante de Lossio, o Sindsemp, com
sua militância perde tempo na frente da prefeitura.
A data base dos servidores é 1º de maio, e o prefeito
Lossio, caprichosamente, decidiu que seu governo só se posicionaria acerca das
demandas dos servidores após essa data. O sindicato alega que a situação está
insustentável, e reivindica não apenas reajuste salarial, mas também condições
adequadas de trabalho, dentre outras pautas.
Nesta segunda os servidores estiveram mais uma vez na Praça
Maria Auxiliadora em frente ao prédio da prefeitura. Hoje (30), haverá mais
mobilização. Na quinta-feira (2) os servidores farão uma Assembleia Geral,
quando deliberarão sobre a realização ou não de uma greve geral por tempo
indeterminado.
Há um clima de incerteza que incomoda ainda mais os
servidores. O prefeito evitou sentar pessoalmente com a direção do sindicato escalando
seus assessores para representá-lo, pois, segundo ele, quando os secretários
recebem as lideranças sindicais, é o próprio prefeito que está atendendo os
sindicalistas, pois do contrário o governante não precisaria nomeá-los.
O governo municipal, como que antecipando o que estar por
vir, e já preparando o terreno, tem dito que há recomendações do Tribunal de
Contas quanto à Lei de Responsabilidade Fiscal, tem deixado claro também que, a
exemplo da maioria das cidades, a situação financeira do município não é boa.
Em resumo, todos os esforços do sindicato e dos servidores em geral podem dar
em nada, e os servidores podem ter que se contentar com os seus salários
defasados.
A expectativa é que o prefeito o quanto antes envie à Câmara
de Vereadores um Projeto de Lei que trate do reajuste do funcionalismo
municipal. Acreditam os servidores que na Casa Plínio Amorim os parlamentares
olharão com bons olhos as suas reivindicações. Tomara.
Francisco Evangelista.
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