terça-feira, 30 de abril de 2013

SINDSEMP CONTINUA REALIZANDO PARALISAÇÕES DE ADVERTÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE PETROLINA

Dando continuidade a uma programação aprovada em Assembleia, o Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), promove  (29/04 e 30) mais uma paralisação de advertência, desta vez de 48 horas, na tentativa de sensibilizar o prefeito municipal, Júlio Lossio, para várias reivindicações da categoria.

Na última manifestação dos servidores em frente à prefeitura, o chefe do executivo municipal, disse que no seu primeiro ano de governo, como marinheiro de primeira viagem, ele até se tremia quando o sindicato puxava uma paralisação, mas agora ele entende que o movimento sindical precisa na verdade é amadurecer, pois se utiliza de procedimentos da época da ditadura.

Talvez a direção do sindicato precise fazer uma análise de suas estratégias de luta, pois quando um determinado tipo de remédio não faz mais efeito num  tratamento, é preciso uma dose mais forte ou então muda-se a fórmula. As declarações do prefeito demonstraram que, pelo menos para ele, os atuais meios utilizados pelos sindicatos são inócuos, em outras palavras, diante de Lossio, o Sindsemp, com sua militância perde tempo na frente da prefeitura.


A data base dos servidores é 1º de maio, e o prefeito Lossio, caprichosamente, decidiu que seu governo só se posicionaria acerca das demandas dos servidores após essa data. O sindicato alega que a situação está insustentável, e reivindica não apenas reajuste salarial, mas também condições adequadas de trabalho, dentre outras pautas.

Nesta segunda os servidores estiveram mais uma vez na Praça Maria Auxiliadora em frente ao prédio da prefeitura. Hoje (30), haverá mais mobilização. Na quinta-feira (2) os servidores farão uma Assembleia Geral, quando deliberarão sobre a realização ou não de uma greve geral por tempo indeterminado.

Há um clima de incerteza que incomoda ainda mais os servidores. O prefeito evitou sentar pessoalmente com a direção do sindicato escalando seus assessores para representá-lo, pois, segundo ele, quando os secretários recebem as lideranças sindicais, é o próprio prefeito que está atendendo os sindicalistas, pois do contrário o governante não precisaria nomeá-los.
  
O governo municipal, como que antecipando o que estar por vir, e já preparando o terreno, tem dito que há recomendações do Tribunal de Contas quanto à Lei de Responsabilidade Fiscal, tem deixado claro também que, a exemplo da maioria das cidades, a situação financeira do município não é boa. Em resumo, todos os esforços do sindicato e dos servidores em geral podem dar em nada, e os servidores podem ter que se contentar com os seus salários defasados.

A expectativa é que o prefeito o quanto antes envie à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei que trate do reajuste do funcionalismo municipal. Acreditam os servidores que na Casa Plínio Amorim os parlamentares olharão com bons olhos as suas reivindicações. Tomara.

Francisco Evangelista.

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