terça-feira, 19 de maio de 2015

A SOCIEDADE NÃO ACEITA O PRECONCEITO NA LETRA DO HINO DO "ATLÉTICO CARRANCA"


 A primeira estrofe do hino, as demais esta nas comunidades na instituição é digno de nota dizer que não é ético transcrever o resto, pois é por muito ofensivo.

" E Med!, E Med!
E Med Petrolina!
Comendo um bode assado.........as meninas.
Bebemos como loucos........ como poucos, ao 
final da noite fazemos mais um mais".




Repercute nas redes sociais uma aberração a letra de um hino para animar um evento esportivo, criada em uma Universidade Federal. Segundo posts em face, portais de noticias e etc. neste final de semana jovens da UNIVASF, uma das extensões para o curso de medicina no sertão pernambucano participavam de uma competição esportiva nas dependências da instituição quando resolveram entoar hinos para incentivar seus times. Ate ai nada estranho, é normal e faz parte da atividade criativa incentivar essas manifestações liricas.
 A questão virou tema controverso nas redes sociais quando os versos de um hino cantado por uma das torcidas organizadas provocou indignação nas mulheres e homens de bom senso, infelizmente o repudio é justificado pois a letra é preconceituosa e desrespeitosa.
As expressões pejorativas reação pensamentos machistas e fazem apologia a violência sexual contra as mulheres.
Existe um agravante nesta história recentemente uma aluna do curso de enfermagem foi assassinada no restaurante da instituição por um ex-namorado.
Algumas entidades já manifestaram seu repudio ao citado hino entre elas o DCE, o Reitor da Universidade e o projeto Mulheres Populares do Vale do São Francisco enviando cartas aos meios de comunicação em protesto ao ato irresponsável da torcida do "Atlético Carranca".

Carta de Repúdio ao "HINO da CARRANCA UNIVASF”
O DCE Univasf vem, por meio desta, manifestar nossa profunda revolta ao ver em um espaço promovido por nós, com intuito de integrar e valorizar práticas saudáveis, de vida e de relações, a manifestação de violência como ocorrido no episódio de ontem. Violência sim, que escancara os ideais machistas e patriarcais em que vivemos. Ideais esses que coisificam a figura feminina e inspiram manifestações de tantas outras violências.
DIZEMOS NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
DIZEMOS NÃO À TODA FORMA DE OPRESSÃO!
Informamos que além de não corroborar com os ideais expressos nessa “produção”, lutamos diariamente para a desconstrução dessa sociedade machista e misógina. Buscamos construir espaços de debate e transformação e que não nos calaremos diante de tais manifestações.
Incluímos em nosso Regulamento, a proibição de manifestações “de qualquer tipo de comportamento que desrespeite ou desqualifique experiências diversas de vida, opção, manifestação de desejos e credo, como machismo, homofobia, transfobia, racismo ou outros comportamentos de natureza discriminatória e de opressão”, garantindo que possamos punir de imediato os times e grupos envolvidos dentro deste espaço, mas acreditamos que isso é muito pouco diante do ocorrido; sendo assim, cobraremos a devida punição dos mentores de tais atos, dentro e fora da nossa universidade, recorrendo aos órgãos legais para julgamento e punição de tais atos.
NÃO NOS CALAREMOS DIANTE DO MACHISMO!
DCE Univasf, Gestão Ciranda.

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