domingo, 25 de agosto de 2013

OPINIÃO DE SAMUEL CAMÊLO, HÁ CONACS ERRA NA CONDUÇÃO DAS AÇÕES

A presidente da CONACS, Ruth Brilhante, lançou uma matéria no site da instituição (hoje) para tentar se justificar sobre as denúncias feitas pelas MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE). 

Mais uma vez a Ruth Brilhante comete uma serie de erros sobre as suas ações na suposta defesa do Piso Salarial Nacional. Na opinião do coordenador da MNAS, Samuel Camêlo, os agentes de saúde de todo o Brasil estão perdendo uma oportunidade de ouro de conquistar o seu Piso Nacional, considerando que o governo está fragilizado com as recentes manifestações populares ocorridas no país. "Não estamos falando de centenas de milhares de agentes de saúde, entre agentes comunitários e agentes de combate às endemias, além de toda a população que os apoiam. Este é o momento de realizarmos uma grande manifestação nacional e garantirmos o que é justo," sinalizou Samuel Camelo.

Antes da convocação da CONACS à Brasília, a MNAS havia pressionando para que ela defendesse as pautas da categoria. Contudo, ao invés de garantir os meios para que a categoria fosse fortalecida e as suas pautas apreciada e aceita pelo governo, a confederação preferiu barganhar com os parlamentares e levar vantagens. O que causou indignação, tanto na direção da Mobilização Nacional, quanto nas mais diversas lideranças da categoria.

Principais falhas da CONACS

1º - Não estabeleceu pauta à categoria, tornando claro as mudanças do Projeto que ela mesma levou à apreciação da categoria, ou seja, a CONACS não ouviu a categoria sobre a MUDANÇA da proposta do Piso Salarial Nacional;

2º - A garantia do repasse do Incentivo da Portaria 260/13, no valor de R$ 950,00 já estava sendo negociado pelo deputado federal João Paulo (PT/PE) em face do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a intermediação do custista Sérgio Goiana, presidente do SINDSEP-PE - Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco.
A  CONACS atrapalhou as negociações e, além disso, não garantirá o Piso Salarial Nacional, no valor de 2 salários mínimos, conforme o projeto original;

3º  Ruth Brilhante faz alegações sobre a negativa do governo no ano passado, ora, a realidade nos dias atuais é outra. O governo não havia sentido a força da manifestações populares, das quais a categoria dos ACS/ACE também está inserida;

4º Por que a CONACS não presta contas da arrecadação que ela teve com o evento de Brasília? Afinal, quando foi a última vez que a confederação prestou contas à categoria? 

Analisem como os argumentos da presidente da CONACS são frágeis, chega a parecer com os gestores falando o que é melhor para os trabalhadores. 

O repasse dos R$ 950,00, da Portaria, não é Piso Nacional, ainda que seja regulamentado o repasse integral, considerando que haveria um choque com o que estabelece a Lei Federal 11.350/06, que estabelece como responsabilidade tripartite (municípios, estados e união) a remuneração dos agentes. Será que a CONACS e os seus parlamentares não sabem disso?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostaria de saber sua opnião