A tradição católica de acender fogueiras vem preocupando não só a Secretária de Infraestrutura de Petrolina no mês de junho, mais em outras cidades que tem a secretária do meio ambiente por ser alvo de preocupação por causar danos nas ruas asfaltadas e degradação na mata nordestina.
A orientação da prefeitura é que os moradores petrolinenses não acendam fogueiras no asfalto, já que a ação poderá danificar trechos das vias públicas e impedir a locomoção de veículos pelas ruas.
Outra medida é colocar areia no local, um perfil de aproximadamente 20 cm de altura para minimizar a agressão das brasas no asfalto.
Justificativa
“No ano passado tivemos um gasto muito alto com as obras de restauração do asfalto após o período junino. Para evitarmos transtornos no trânsito e gastos, pedimos que a comunidade evite acender fogueiras no asfalto”, ressalta o secretário de Infraestrutura, Ricardo Rocha.
Medidas simples pode ajudar a prefeitura a reduzir gastos com a restauração das vias publicas.
Já o desmatamento ilegal para sustentar uma tradição tem trazido uma discussão acerca da sustentabilidade da mata nordestina e da pratica por ter um viés econômico.
Simbolo
A fogueira de são joão vivenciada hoje nas grandes cidades não tem o carate da praticada pelo homem do interior. No processo de convivência social é um fortalecimento de tradições religiosas e muito mais das relações familiares, onde o pai providencia a lenha, a mãe as comidas derivadas da roça, conversa fácil com os compadres, um cafezinho na madrugada, brincadeiras para as crianças. Sempre visando uma socialização pacifica e de partilha.
Na cidade é apenas um simbolo que não desvanece com o tempo, mais realmente não carrega a essência e o fortalecimento das relações cultivadas por pessoas. A tão aplaudida cultura vira tradição formal.
Por:
Maria de Jesus
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