domingo, 9 de junho de 2013

BOLÇA-GESTANTE: PROJETO É APROVADO NA COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO SERIA PAGAMENTO PARA GESTANTES VITIMAS DE ESTUPRO


O pagamento da pensão seria de responsabilidade do Estado até a possível identificação do pai.



O Estatuto do Nascituro foi aprovado, dia 05/06, pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. O compêndio de lei prevê:
 O Direito de proteger o ser humano no útero materno, do período da concepção ao nascimento, uma  "bolsa-gestante", a qual representa o asseguramento do direito, ao nascido oriundo de estupro (violência sexual), de receber o pagamento de uma pensão alimentícia com valor correspondente a um salário mínimo (atualmente, R$678,00). 

Além disso, declara reconhecida a natureza humana do nascituro desde a concepção, adquirindo-se a personalidade jurídica desde a concepção.



AS EMENDAS 

1- O Estado pagaria uma "pensão" ou "bolça-gestante" ate a criança nascer ou ser encaminhada para adoção.
2- Que o Estado pagaria esse auxilia somente nos primeiros três meses da gestação.
3- Ou até o reconhecimento  do pai, que passaria a pagar uma pensão para a criança.
4-Contrapartida financeira indefinida.

A lei passaria a vigorar na data de sua publicação com efeitos financeiros a parti do mês seguinte para pagamento da pensão ou auxilio.

O debate acerca da proposta foi acompanhado por manifestantes defensores dos direitos da mulher e manifestantes opostos ao aborto, de modo pacífico, ainda que conflituoso.

Parcela significativa dos debates concentrou-se na possibilidade ou não do aborto no caso de estupro (ressalvado, como excludente de penalidade, atualmente, pelo Código Penal). O artigo 12 do projeto estabelece que é vedado ao Estado e aos particulares não deixar de proteger ao nascituro de qualquer dano  em razão de um ato delituoso cometido por algum dos genitores.  


Houve críticas quanto à possível abertura para a criminalização do aborto em caso de estupro. E também, no que concerne à falta de estudos  quanto ao impacto financeiro e orçamentário para a união. Como próxima etapa, a proposta será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte; Estadão.com.br

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